domingo, 24 de setembro de 2017

Idas......



Não me deixe ir.......Poderei nunca mais voltar.....

Não dá para descobrir o futuro, somente supor o que aconteceria se esse laço jamais fosse desfeito.

Adolescência e suas ciladas, o odor agradável do perfume que nunca mais será esquecido.......

Olhar sincero, inocente, com medo do novo, de novo......

Buscas misteriosas do par, da nova tela que se imagina abrir absolutamente colorida....

Devaneios e talvez a paixão inexorável...

Quem sabe?


Passado, futuro......................

Eis-me aqui, imaginando sobre o tal laço desfeito.......

Por quê?


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Escolhas......





"O diabo desta vida é que entre cem caminhos temos que escolher apenas um, e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove."
Fernando Sabino
 
 
Seria assim, não fosse o prazer do acerto, verificado na constância daquilo que se vive em razão da escolha .....
 
Diriam alguns que a coisa deriva de sorte e que aqueles cinquenta por cento que poderiam constituir o "dar errado" passaram tangente mas não atingiram ninguém.....
 
E como é bom saber que as minhas escolhas, algumas casuais e outras muito bem pensadas, deram certíssimo.
 
No tudo, porém, incomoda bastante verificar que não temos tempo suficiente para viver intensamente os bons frutos daquilo escolhido.
 
Tudo passa muito rápido e quando nos damos conta a denúncia materializada pelas mechas embranquecidas dos cabelos anuncia que, na prática, o tempo esgotou.
 
 Mas, a felicidade é resultado de um conjunto, o que possibilita minha segura afirmação de que não ressinto dos caminhos não escolhidos.....

Aqueles os quais não trilhei eram absolutamente incertos e não se habilitam ao merecimento de havê-los eu nessa coisa retrô de nostalgia.
 
Sou feliz assim, nessa maneira complicada de enxergar os resultados.
 
Basta-me saber que, pelo menos, pude escolher o que viver.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Vida......



Tirando onda, curtindo as ondas, a areia e o mar.......
Nada mais relaxante para a mente e abastecedor das inspirações.....
Bons livros, claro, levando à introspecção necessária a analisar o que me cerca....
Assistir com serenidade o caminhar dos filhos no processo de crescimento, enquanto os sinais no corpo anunciam que a trilha está aí mesmo para ser percorrida...
Relação íntima do ser com a natureza, implicando equilíbrio saudável....
É isso aí, gente!!!

Nobre e incalculável terapia.....
O melhor negócio!!!!

domingo, 11 de novembro de 2012

Há um segundo......

 
 
O tempo, inexorável, como diziam alguns poetas, incompreensível em suas velocidades, que insistem jogar e brincar com as sensações que nos inundam, marca e dita os inícios e muitos fins, estes desconhecidos.

Ontem, como se fosse há meio século, nessa gangorra de inversões, quando meio século também terminou ontem, no final da noite.

Embora as clãs denunciem alguma coisa muito extensa, somos tomados pelas lembranças recentes e delírios das nossas investidas, embora todas elas nos pareçam meio aglutinadas em só um bloco comprimido dessa linha temporal.

Prisioneiros, enfim, é o que somos do tempo!

Realidade absolutamente triste para aqueles que se decepcionarão com o fato da vida ser, infelizmente, curtíssima.

Não me surpreende a tal velocidade, porque conheço ser apenas uma métrica desarrazoada de quem imprime essa brincadeira.

Vejo, claramente, que somos um mesmo bloco, entrincheirados nas nossas falsas percepções de que quinhentos anos sejam maior do que um segundo.

Há um segundo as caravelas aportaram Porto Seguro, diriam os navegadores se ainda por aqui estivessem.
 
Sentiriam, até, o fragor da verdejante vegetação da borda litorânea, bem como o amainar dos pelos do corpo pela brisa daquelas manhãs, quando aqui avistaram.
 
Foi há um segundo, embora há quinhentos anos!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Paradise

A madrugada entorpece, fazendo-nos alçar vôos aos recônditos prazerosos que somente nos sonhos nos é possível sentir seus fragores, não possíveis de esclarecer em palavras...

Falta o sono e, aí, numa espécie de vingança, face minha orgânica revolta em não descansar o corpo, atrevo-me expulsar as palavras.

Arrisco, todavia, declarando minha satisfação em viajar pelos becos e vielas do meu pensamento, às vezes imprimindo razão de subida acentuada, rumo aos campos que à minha mente se fazem reais...

Sinto a brisa morna percorrer minha alma e encho-me do prazer que a tela perfeita proporciona.

Estanca o momento, alimentado pelo passado e refém em relação ao futuro.

Eis-me aqui, incontinentemente acordado, porquanto intimamente satisfeito...
Eis-me aqui, aguardando pacientemente a proximidade dos próximos instantes...








domingo, 28 de agosto de 2011

Medo.




De tudo um pouco e nada ao mesmo tempo, quando se olha para o passado e conclui que tudo e nada seriam a mesma coisa.

Essa coisa da experiência, o passar etapas, pode ser significante a depender de como a vida nos figura aos olhos e mente.

Conhecemos muitas pessoas, muitos anseios e projetos individuais, tudo fonte certeira de satisfações, sem dar crédito, porém, às decepções factíveis no processo.

Temo as certezas e verdades absolutas, porque corro risco enorme de decepções ao longo ou ao final do percurso.

Vejo crentes, amantes, pais, filhos e outros que afirmam categoricamente satisfeitos com o que acham e crêem em suas vidas.

Mas, como temo tudo isso!

Vejo, ao mesmo tempo, pessoas amargando decepções, quando eram absolutas em certezas mas que, em dado instante, se viram meio a novas verdades mais consistentes.

Temo, sim, estar muito certo de tudo, às vezes, e me espanto, porque sei da decepção terrivelmente avassaladora.

Mesmo assim sigo em frente, mesmo com todos esses temores.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Autoridade....limites...a falta deles.


Durante esses quarenta e muitos anos de permanência neste planeta, pude assistir à involução humana com respeito ao senso de limites e autoridade.

Refiro-me às situações em geral em que ambos substantivos tenham de ser usados, a fim de que seja possível harmonizar convivências.

De vez em quando pego-me falando sobre a questão da falta de limites das pessoas e de como não conseguem visualizar a autoridade dos pais, professores e outros dedicados à doutrinar, direção a caminhos comprovadamente corretos.

Neste mês de novembro de 2010, alguns episódios evidenciaram o centro desse problema, tornados públicos com colaboração da mídia, provavelmente por terem ocorrido na principal avenida da maior cidade da América Latina.

Alguns adolescentes, comandados por um adulto, agrediram gratuitamente um rapaz, utilizando de uma lâmpada fluorescente, expondo suas idiotices e imbecilidades cimentadas pelo terrível preconceito homofóbico.

Poucos dias antes desse episódio, um jovem falecera, devido a uma agressão sofrida no interior da Livraria Cultura, situada na mesma avenida em que aconteceu a agressão com a tal lâmpada.

Analisando ambos os casos, torna fácil abstrair que há um problema relacionado aos limites individuais, ou melhor, ao não reconhecimento desses.

A mãe de um dos agressores afirmaria, logo após, que “era uma questão sem importância...uma briguinha de adolescentes que voltavam de uma balada!”

Eis, pois, um sinal de que a coisa começa, via-de-regra, dentro de casa.

Essa pouca importância dada aos valores fundamentais, instigado por condutas tal qual a dessa “mãe”, potencializa condutas marginais de desrespeito em geral, numa complicada ação marcada por anarquias sem causa.

Recentemente, um projeto de lei foi alçado ao Congresso Nacional, com fito de gerenciar (pasmem) as palmadas paternas por sobre os filhos.

Ora, onde está a relação entre a palmada que desperta o senso de autoridade dos pais e a falta de amor em relação a esses, argumentação exaustivamente trazida à baila por esses condutores de programas globais de receitas de bolos da TV?

Não sei! Mas, posso apostar que os marginais da Paulista, dos dois casos (avenida e livraria), talvez não tenham tomado as palmadas que por ora lhe fazem muita falta.

Agora, as tomarão lá dentro do calabouço!

E, pior, com muito mais vigor.